Pouso

Pousei por livre vontade
na palma da sua mão
E agora você decide
se é liberdade ou prisão.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Às regras, exceções

O amor é para sempre. É essa a conclusão a qual se pode chegar ao reencontrar aquela pessoa cujo nome você evitou pronunciar (porque é só falar no ***** que aparece o ****) durante meses e cuja atenção você não vive sem. Porque é realmente assim que as coisas acontecem, tenhamos coragem para assumir: você esqueceu o fulano, até o fulano aparecer na sua frente e te deixar num estado-de-babaquice-permanente, mais conhecido como fe-li-ci-da-de.
O reencontro acontece quase sempre de forma inesperada, já que a história anterior é quase sempre a mesma: você conhece o fulano, se apaixona pelo fulano, ele se apaixona por você, você se apaixona mais, ele continua na paixão fase 1, você está na fase 3, ele na fase1, você na 4, fase 1, game over. Game over porque de repente o fulano não responde as mensagens, não atende as ligações.
Em um belo dia de qualquer-feira, alguém (quem, quem, quem?) resolve te desejar "bom dia". E, naquele "bom-dia-ponto-final" você lê "bom-dia-reticências". Pra você nunca tem fim. E você marca um encontro. Errado. Você implora um encontro. E vai. Disposta a agir diferente.
Você finge que esqueceu as mensagens ignoradas, as chamadas não atendidas, as desculpas nada convincentes, o carinho sem reciprocidade. Você esquece até as lágrimas que você jurou não esquecer, que jurou não derramar mais. Esquece. Porque o olhar do fulano é uma borracha e, no jogo sério, olho no olho, você se apaga.
É ele. É aquele olhar que, no começo do sonho, te conduziu tão bem que, se a vida fosse um tango, aquele olhar seria Antônio Banderas em "Vem Dançar".
O dia acabou. O encontro também. Seu coração não falou metade do que seu cérebro escreveu. Você fingiu esquecer todas as dores que ainda doem. E o fulano não precisa fingir, ele esqueceu realmente! Aliás, ele nem sabe quantos litros de lágrimas foram derramados naquele dia que você escreveu uma mensagem de cinco páginas pra ele e obteve a seguinte resposta: Se cuida. Se cuida é triste. Se cuida é tipo ouvir Ana Carolina num dia de tristeza: fatal. Antes Capitão Nascimento com a tortura do saco do que uma mensagem de texto com "Se cuida".
Mas acabou. E você não mandou uma mensagem ao fim do dia e nem se partiu em dez na hora da despedida. MENTIRA. Você não só enviou mensagem, como aumentou o número de páginas. Mas você não vai ligar, não vai, não vai. Até porque sua chamada já foi encaminhada para caixa de mensagens e, na 12ª ligação, o celular - misteriosamente - estava fora de área  ou "temporariamente" desligado.
Você tem muitos medos, eu sei. E eu sei também o motivo. É este: às regras, exceções. Nada ser para sempre é uma regra. Adivinhem qual é a exceção.

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