Pouso

Pousei por livre vontade
na palma da sua mão
E agora você decide
se é liberdade ou prisão.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

E essa agora

Tô te escrevendo pra perguntar que diabos tá acontecendo com você. Enlouqueceu? Qual é a sua, meu rei? Até onde eu sabia você não era dado a sensibilidades. Era esse o seu jogo. Sempre foi. Ganhar de mim na frieza. O lance todo era eu me derretendo toda e você com uma pistolinha de gelo solidificando qualquer gota de amor que se distraísse no ar. E qual foi agora? Você resolveu responder as porcarias das mensagens, prestar atenção nas minhas manias e até mudar a droga do seu gosto musical. Quem mandou? Qual é o plano? Eu sei que tem um plano, você não dá ponto sem nó. Da última vez que andou me ligando demais queria desafogar o peso da consciência. Olha, eu não vou carregar o peso de ser quem você é. Se nem você aguenta, é problema seu, não descarregue em mim, se vira por aí que quando você era do mal eu sempre me virei só e somente só. Nunca precisei de você me respondendo mensagem, ligando pra dar boa noite, sendo o primeiro a dar parabéns no meu aniversário, me mandando chocolate sem motivo, aparecendo na minha casa de surpresa, alisando minha franja. Nunca precisei. Sempre precisei. Mas nunca tive e não é agora que você vai querer me dar. Você sabe que eu tropeço, mas não caio nessa.
Eu sei que depois que eu tiver na sua mão, você vai me apertar e colocar um bocado de gente na sua mão até eu cair e ser amparada pelo mindinho do pé - que é pra ficar mais fácil de chutar.
Pensa que eu esqueci a época em que eu não era prioridade? Pensa que eu não notei que bastou eu reclamar pra eu ser prioridade e bastou eu perdoar pra eu voltar pro fim da lista? Eu reparei. Posso não saber a cor das suas roupas quando está comigo, mas a cor da sua alma eu fotografo de cara. Conheço você mais que todos os seus super amigos rangers conhecem. Eles nem imaginam quem você é na real.
De mim você tenta, mas não esconde nada. E, falando nisso, eu quero saber ainda: Você enlouqueceu? Que história é essa de ouvir as minhas músicas, ler os meus poetas e ficar acumulando motivo para lembrar de mim? Para de assistir aos meus seriados preferidos, para de ler o que eu leio e de ficar olhando foto minha. Você não tá apaixonado por mim coisa nenhuma. Não me inventa essa agora. Eu já me acostumei que quem ama aqui sou eu e que nunca será recíproco. Da próxima vez que eu pegar você com saudade de mim, eu te mato. De saudade, inclusive. Se você não parar com essa sensibilidade repentina - oxe, você nunca foi assim! - eu te deixo de lado, te ponho no canto. Tô procurando motivo pra te largar de vez e olha que eu acho. Se eu não achar, eu invento. E você do jeito que anda, é bem capaz de chorar. Faz como nos velhos tempos: mente pra mim, ignora, despreocupa e desconhece quem eu sou.
Tô te avisando, a gente não nasceu pra ficar junto.
Um beijo e não esqueça: suba os muros.

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