Pouso

Pousei por livre vontade
na palma da sua mão
E agora você decide
se é liberdade ou prisão.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um texto tardio

Senta aqui ao meu lado. Agora. Um pouquinho só. Pronto. Assim, de pertinho mesmo, e vai falando mais sobre você enquanto eu tento massagear tua mão e vou contando o número de foras que você já me deu. E que, embora sejam números, não têm nenhum valor matemático... não aumentam nem diminuem nada. Absolutamente. É que, quando o assunto é você, o tema nunca é quantidade, com você nunca dá pra medir. É inútil, por exemplo, tentar mensurar o quanto é gostoso olhar teu sorriso ou o quanto é encantador entender a pessoa incrível que você esconde e que me dá vontade de descobrir cada vez mais.
Gosto quando você fica um pouquinho aqui e que eu não consiga definir o quanto isso é bom. Fica mais um pouco aqui do meu lado e vai falando mais e mais sobre você. E vai jogando fora essa insegurança e vai entendendo que a gente só chama pro nosso lado quem a gente gosta de verdade. Segura minha mão e vai se convencendo de que não há outro motivo pra eu querer você do meu lado que não seja o fato de você ser uma pessoa amável. Pega uma caneta e risca na minha mão cem vezes que alguém te ama. E vai deixando que eu te faça sorrir que é para a gente espantar as dores. E vai percebendo o quanto a gente se diverte e como isso faz bem. E não solta a minha mão, mesmo que a massagem esteja ruim. E vamos ficar aqui o tempo suficiente pra dar saudade, o tempo necessário pra pedir uma volta.
Engraçado que você foi a primeira pessoa que me fez sentir vontade de admirar o céu estrelado. Eu nunca tinha parado pra reparar na beleza de um céu cheio de estrelas, ainda mais com você do meu lado e ainda mais com seu sorriso aberto e ainda mais com sua voz tão pertinho! Será um céu para não se esquecer jamais.
Como é bom abrir as cortinas do teu palco. E olhar o que nem todo olho vê. Para enxergar você direitinho tem que mergulhar, e mergulhar por inteiro e com cuidado que é pra não machucar: as pessoas mais raras são as mais fáceis de quebrar.

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