Pouso

Pousei por livre vontade
na palma da sua mão
E agora você decide
se é liberdade ou prisão.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Tecnologia, um mal desnecessário?

Há algum tempo venho divagando sobre esse tema e confesso que é um assunto que muito me incomoda no que diz respeito à sociedade atualmente. É um daqueles assuntos que desperta uma faísca e sobre o qual eu poderia falar horas e horas. Por quê? Vejamos. Seria estupidez negar todos os benefícios que a tecnologia trouxe para a humanidade. No entanto, não é essa tecnologia a qual me refiro como "desnecessária". Me refiro à tecnologia que, em vez de juntar as pessoas, está afastando-as. Me refiro às inúmeras redes sociais que só servem para criar uma máscara que mostra o quanto sua vida está supostamente feliz. Cada vez mais os aparelhos estão ficando inteligentes, com mais funções e mais entretenimento. Mas a que preço? É fato que o ser humano está sendo dominado pela tecnologia e para confirmar isso basta caminhar na rua e olhar ao seu redor. É um desafio passar cinco minutos em público e não ver pelo menos uma pessoa distraída com seu celular. E aí, você pode me perguntar, qual é o problema das pessoas estarem entretidas com o seu próprio celular? Problema nenhum. Mas a partir do momento que atrapalha a interação humana (pessoalmente, digo, pois virtualmente isso não é um problema), começo a me preocupar bastante. Mais preocupante ainda é que as pessoas não estão se dando conta disso, ou então estão, porém não ligam. E aí fica a pergunta... o que fazer pra resolver um problema que ninguém quer que seja resolvido? É tudo muito cômodo, divertido e simples. Afinal de contas, pra quê se incomodar em encontrar uma pessoa se você pode falar com ela a qualquer momento virtualmente, não é mesmo? Seria ótimo, se isso não trouxesse consequências. O que será de nós se perdermos o costume de dar um abraço diariamente em quem amamos, de conversar olho no olho, de segurar as mãos, de andar lado a lado, ou simplesmente de apreciar a companhia do próximo? Será que queremos perder esses hábitos? Será que preferimos ser escravos da tecnologia e depender apenas dela pra ter contato com quem amamos? Será que queremos ser pessoas que andam por aí olhando para uma tela, cada um em seu mundo individual e virtual? Será que isso não soa solitário? Para mim soa, e eu não quero ser essa pessoa. Portanto, a mensagem que eu deixo é que não abomine a tecnologia na sua vida, mas, por favor, pelo seu próprio bem, aprenda a administrá-la.

Cristiane Sousa

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